Anticoncepcionais hormonais: tipos, modos de uso e efeitos
Os anticoncepcionais hormonais são uma das categorias mais utilizadas e incluem desde comprimidos até métodos de longa duração, todos baseados na regulação hormonal para evitar a ovulação, engrossamento do muco cervical ou alterações no endométrio. Dentro da nossa lista de anticoncepcionais de A a Z, os hormonais aparecem em destaque por sua ampla eficácia quando usados corretamente e por diversas formulações disponíveis no mercado. É fundamental lembrar que esses métodos não protegem contra infecções sexualmente transmissíveis, sendo indicado combinar com preservativos para uma proteção completa.- Anticoncepcionais orais combinados: contêm estrogênio e progestágeno e são indicados para mulheres que desejam um controle menstrual mais regular, diminuindo cólicas e sangramentos abundantes.
- Progestágeno único (minipílulo): indicado para quem não pode usar estrogênio, age principalmente tornando o muco cervical mais espesso e, em algumas mulheres, inibindo a ovulação.
- Implante subdérmico: um pequeno dispositivo inserido no braço que libera progestágeno por vários anos, sendo uma opção prática para quem busca eficácia prolongada.
- Injeção mensal ou trimestral: administrada por via muscular, age da mesma forma que outros progestágenos, mas com a vantagem de pouca frequência.
- Anel vaginal: um anel flexível que libera hormônios localmente e deve ser colocado na vagina por três semanas, seguido de uma semana sem uso.
- Adesivo transdérmico: colocado na pele e que também libera estrogênio e progestágeno na corrente sanguínea de forma contínua.
Dispositivos intrauterinos: eficácia de longo prazo entre os anticoncepcionais
Na lista de anticoncepcionais de A a Z, os dispositivos intrauterinos (DIU) ocupam um espaço importante por serem altamente eficazes e de dupla ação, podendo ser de cobre ou com liberação de progestágeno. O DIU de cobre age criando um ambiente hostil aos espermatozoides, enquanto o DIU hormonal libera progestágeno localmente, engrossando o muco cervical e podendo reduzir ou até amenizar a menstruação ao longo do tempo. Esses dispositivos são inseridos por um profissional de saúde e podem permanecer no lugar por anos, oferecendo uma solução de “colocar e esquecer” para muitas pessoas.Além da alta eficácia, o DIU tem a vantagem de ser reversível, ou seja, a fertilidade costuma voltar ao normal logo após a remoção, que também é um procedimento rápido realizado por um médico. É comum que mulheres relatem pequenas alterações no fluxo menstrual no início, especialmente com o DIU de cobre, que pode tornar os menstruos mais abundantes e prolongados. Por isso, a escolha deve ser feita em conjunto com um profissional, levando em conta o histórico de saúde, a vida sexual e os planos familiares.
Métodos de barreira e alternativas não hormonais
Dentre os anticoncepcionais de A a Z, também estão as opções de barreira, que agem fisicamente para impedir a passagem dos espermatozoides. Os preservativos masculinos e femininos são itens essenciais nesse grupo, pois, além de prevenirem gestações não planejadas, protegem contra infecções sexualmente transmissíveis. O uso de preservativo associado a outros métodos aumenta ainda mais a segurança, oferecendo uma dupla proteção muito indicada para jovens e casais em qualquer estágio do relacionamento.- Preservativo masculino: camisinha mais comum, fácil de encontrar e de usar, feito de látex ou poliuretano.
- Preservativo feminino: uma alternativa que a mulher pode usar, feito de nitrilo ou silicone, oferecendo mais controle sobre a proteção.
- Diafragma com espuma: dispositivo que cobre o colo do útero e é usado com espermicida, precisa de ajuste médico.
- Capa cervical: pequena estrutura que cobre o colo do útero, geralmente usada com espermicida.